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Amamos o Senhor mais do que imaginamos

amaradeus
Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças
Deuteronômio 6:5

Recentemente me falaram que eu sou alguém apaixonado por Deus. Eu fiquei extremamente surpreso e passei a meditar a respeito: “isso não pode ser verdade”. Eu sempre me achei muito aquém daquilo que eu acreditava que esperavam de mim. Sempre pensei de mim como se estivesse em débito, mas depois de reavaliar tudo isso, decidi registrar nessas breves palavras aquilo que creio ser a verdade sobre o ser ou não ser apaixonado por Deus.

Tive meu novo nascimento na época que o pastor José Carlos Mello (hoje à frente da Supervisão Vinha Cone Sul) fazia seus retiros intitulados “Chamados Para Reinar”. Mais de trezentos adolescentes acampados por cinco dias em busca da glória do Senhor. Desses adolescentes, muitos hoje pastoreiam nossas igrejas em Goiânia, Brasil, e no mundo. Esses dias foram de ordem sobrenatural, mas e em mim, o que ficou?

Eu abandonei a Igreja.

Aos dezessete anos saí do convívio dos irmãos pra tocar profissionalmente pelo Brasil afora. Aprontei, blasfemei, e joguei muito tempo fora, mas voltei, voltei mesmo, pra valer. Me envolvi logo na estrutura e segui em frente, mas a grande questão era “daquilo tudo, o que ficou?” Eu me perguntava se tudo foi questão de momento, emoção, empolgação.

Vivemos hoje em um tempo de extrema cobrança, e quando você não se sobressai você fica pra baixo, você pensa que não ama a Deus, não o serve, e na verdade é um tipo de pseudocristão infiltrado na noiva. Foi analisando esse texto de Mateus que eu entendi que não somos medidos pelas nossas palavras, pelas canções que cantamos, nem mesmo pelas vigílias de oração, fogo, poder, e manifestações do Espírito:

Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi.
E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.
Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.

Mateus 21:28-31

Jesus aqui fala claramente que o que nos recomenda diante de Deus são nossas escolhas, respostas, ações, e não nossa aparência de “espiritual”. Ele me disse que o meu amor por Ele era o bastante! Pra Ele já era o suficiente! Ele estava contente comigo!

Certo dia eu estava conversando com um colega de seminário que também afirmava que não se sentia tão apaixonado por Deus mais. Eu então o rebati. Disse que ele não fazia ideia do quanto amava ao Senhor, Sua obra, Sua Igreja. Ele havia largado um bom emprego, a casa dos seus pais, e a chance de uma faculdade pra ser um interno na nossa turma de seminário pastoral, dividindo uma casa com quase trinta irmãos, e vivendo com menos de um salário mínimo por mês. Tudo isso pela obra.

Não é o volume da nossa voz ao orar que dita o quanto nossos corações estão entregues ao Senhor, são as decisões que tomamos, o caminho que trilhamos, e o preço que pagamos só pra cumprir a sua Santa vontade e ver o seu sorriso.

Às vezes você afirma que ainda não é apaixonado pelo Senhor, mas eu duvido muito. Você provavelmente já disse “não” ao pecado muitas vezes. Provavelmente já desfez planos pra ir a uma reunião de célula, e o que dizer se você já entregou seu dízimo? Precisa de prova maior de amor? O seu amor pode ainda ser pequeno, simples demais, mas ele já é verdadeiro! Você foi completamente tomado pelo Amor de Deus no momento que nasceu de novo!

E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.
Romanos 5:5

Pense numa criança de três anos. Ela por muitas vezes bate, chuta aos pais, joga comida no chão e apronta muita coisa. Eu não consigo ver esses pais decepcionados com uma criança de três anos por ela não ser um grande exemplo de vida, mas pense por mais um momento, se essa criança resolve falar um “eu te amo” a eles. Posso imaginar os olhares que eles trocariam na hora, contariam isso aos outros familiares, talvez até ligariam pra contar a seus amigos. Entenda, Deus se alegra com você sempre! Você o ama até mesmo de forma inconsciente, suas escolhas dizem isso.

“O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.
Mateus 13:44

Nós encontramos o Tesouro no momento em que nascemos de novo. Às vezes nos esquecemos de quão valioso ele é, mas ao abrirmos os olhos vislumbramos as jóias preciosas com as quais o Senhor nos enfeitou. Vemos até onde chegamos e nos alegramos, pois Ele nos fez felizes, e seremos eternamente gratos. Cantaremos canções, clamaremos por sua face, e nos deleitaremos nele. Ele é nossa porção, nossa herança, e o mundo não tem mais cores pra nós.

Por: Rafael Coelho

FONTE: Blog – Rafael Coelho

25 de abril de 2014 Palavras de vidaTestemunho
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