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#Testemunho |Corte – Rafael e Luana, um relacionamento tipicamente atípico!

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Olá. Somos Luana e Rafael. Vamos separar os parágrafos e temas para cada um. Primeiro as apresentações:

Rafael: Quando começamos a nos relacionar, em junho de 2014, eu era seminarista interno e já morava em Goiânia. Apaixonado por música, cultura e teologia. Sempre vi a Luana como amiga, e nada mais que isso.

     Luana: No início do nosso relacionamento morava em Itaberaí, a 100 km de Goiânia. Já cursava fisioterapia em São de Montes Belos, a 110 km de Itaberaí. Acordava todos os dias às 4:30 am para ir a aula e chegava às 15:00 pm. O restante do tempo estudava e me envolvia na igreja. Sempre gostei do Rafael como amigo e não o via como um futuro cônjuge.

Nossas famílias sempre nos “empurravam”, e o pessoal da igreja fazia uma certa torcida, mas demoramos muito para ver um ao outro como um interesse amoroso. Depois de um ano separados pela distância, algumas ocasiões nos permitiram reatar uma amizade e esse hiato nos fez com que olhássemos com outros olhos um para o outro.

Luana: Quando nos reaproximamos, percebi que ele me tratava diferente, com mais atenção, um tom de voz diferente, e no início não imaginava que ele tinha interesse em mim, mas eu estava aberta para ele e essa abertura fez toda a diferença.

  Rafael: Eu já estava orando a algum tempo e havia sofrido uma grande mudança de mentalidade, eu passei a identificar características específicas que me atraiam em uma mulher como esposa. Isso colocou as prioridades no lugar certo na minha mente, e desmistificou algumas coisas. Quando nós nos reaproximamos eu vi que a Luana não era moça para fazer côrte, era moça para casar. Como um homem crescido abandonei toda vergonha de adolescente e fui direto ao ponto, falei do meu interesse por ela e que aos meus olhos ela era moça para casar. É claro que ela ficou caidinha por mim.

Luana: Esses 100 km as vezes eram perto o bastante para ele fugir do seminário dias de semana para me visitar (se você é do sudeste entenda que 100 km para nós é longe). E as vezes era longe o bastante para ficarmos quase um mês sem nos encontrar. Foi aí que decidimos que no fim de 2014 eu me mudaria para Goiânia, transferiria minha faculdade e passaria a morar em uma república. Não tente fazer isso em casa rsrsrs, só tomamos essas decisões porque tivemos pleno apoio dos nossos pais, afinal sempre a nossa bússola para entender a vontade de Deus. Muito se fala hoje sobre autoridade espiritual, porém pastores e líderes não tem base bíblica para serem mais honrados que os pais. Nós não pedimos a autorização dos nossos pastores e sim aos nossos pais, então comunicávamos aos nossos pastores para que nos abençoassem. Andar nesses princípios foi uma grande bênção pra nós.

Rafael: Enquanto em cidades diferentes tínhamos sempre o costume de orar juntos mesmo que por telefone, e como Deus nos respondia. Ao organizar a cerimônia do casamento descobrimos que tudo que buscássemos o Senhor nos daria (que pena que não buscamos mais coisas). Ganhamos tudo que sonhamos, mas foi um grande teste de fé. O que nos fez permanecer foi sempre uma convicção e paz interior que mesmo em meio a discussões sérias podíamos perceber. O Senhor se fez muito presente. Uma grande dificuldade que tive foi a adaptação cultural. Tivemos criações muito diferentes, e é aí que se separam os meninos dos homens. Precisei ter maturidade para abandonar questões periféricas, como que tipo de batom eu gostaria que ela usasse, ou que estilo de musica ela deveria ouvir. Ao invés disso decidi focar nas coisas mais importantes, pelas quais fiz questão de discutir até o fim. Esse alinhar foi algo muito doloroso, processo esse que às vezes ainda temos que passar.

Quando a data do casamento foi se aproximando nós percebemos que não tínhamos poupado nenhum centavo e que não tínhamos nada. Pensamos em adiar a data várias vezes até que ouvimos o seguinte conselho: “não adie seu casamento, nem um mês, nem um dia, nem um minuto.” Foi aí que decidimos acreditar no alinhamento divino, e então, e só então as coisas começaram a acontecer. Aprendemos que ser adultos algumas vezes significa entrar por um caminho sem volta. É quando você é obrigado a tomar decisões irreversíveis. Sabemos que o planejamento prévio era o melhor caminho, porém, naquelas circunstâncias seria para nós uma escolha contrária aos impulsos do Espírito em nós.

Nossos amigos e familiares se envolveram no nosso sonho e entraram conosco de cabeça, possibilitando não apenas que a cerimônia acontecesse, mas também que nós acreditássemos de verdade que tudo iria dar certo.

Se pudéssemos deixar uma mensagem apenas, diríamos “escute a voz de Deus”. Isso implica em escutar o seu espírito, o seu companheiro, seus familiares, e as demais pessoas que Ele colocou na sua vida. Em nossa experiência entendemos que o casamento não é o desfecho, mas sim o início da jornada de uma família.

Por isso não se relacione para casar, mas sim com a intenção de ser casado, ter um cônjuge, construir uma família, levar uma pessoa a viver os melhores dias da vida dela ao seu lado.

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Rafael e Luana – Hoje fazemos planos de quando adotaremos um cachorro, quando adquirir um automóvel, e de quantos filhos teremos. Estamos em obras 😉

 

Testemunho: Rafael e Luana
Igreja: Videira – Goiânia

Se você também tem um testemunho, envie um  e-mail para: contato@odiáriodazoe.com.br
Lembre-se o testemunho edifica a igreja, não deixe de compartilhar.

30 de novembro de 2015 CasamentoCorteTestemunho
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