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#Relacionamentos | Côrte – A ditadura da beleza.

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Imagem: Portal R7

Olá pessoal, tudo bem?

Você com certeza deve estar se perguntando o que a ditadura da beleza tem a ver com a côrte ou pensando que esse será mais um texto falando do “empoderamento feminino” (palavra que está super na moda kkk).

Por esses dias, eu estava vendo um vídeo sobre esse tema, e a blogueira junto com a sua amiga “gordinha” falavam sobre você ser feliz e se aceitar como é e blá-blá-blá… todo aquele discurso que é usado pra falar que você é dono do seu nariz e faz dele o que você quiser. Calma… antes de comentar me apedrejando, me dê a oportunidade de terminar sobre o assunto. rsrsrs

Falar sobre não ser o padrão de beleza e etc me fez lembrar que no início desse ano uma leitora me procurou pra abrir o coração sobre essa questão, na época achei super legal o tema pra compartilhar com mais pessoas, mas acabei foi me esquecendo mesmo. Ela falou em seu e-mail que era “gordinha” e que não era resolvida com ela mesma, e que sentia que a maioria dos relacionamentos que iniciavam eram com as “barbies” da igreja. Sei que muitas de vocês pensam assim e que de alguma forma a mentalidade da nossa sociedade é que só é bonito quem é magro e se encaixa nos padrões da pele perfeita, cabelo perfeito e tudo perfeito… isso é um engano, porque ninguém é perfeito da forma exigida, aí fica um monte de gente “lutando” pra se encaixar nos padrões, fingindo que aquele estilo de vida é o normal de se seguir.

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Ditadura da Beleza

Falar que essa ditadura não existe, é ser hipócrita, ela existe e guia as escolhas de roupas, sapatos, cortes de cabelo, produtos para pele, maquiagens e afins. Um detalhe importante de ressaltar que isso não ocorre somente com as meninas, apesar de falar que não ligam, os meninos “sofrem” com isso também, pois querem se enquadrar nos padrões.
Antigamente as referências de perfeição eram outras, tanto é que quando uma mulher ia cortar o cabelo, ela falava pro profissional: “quero o cabelo igual o de fulana de tal, da novela tal.” e hoje em dia, apesar de termos ainda as novelas, a maior influência que temos tido em termos de beleza, são as blogueiras, youtubers, cantoras e etc. Você vê a youtuber mostrando a casa perfeita que ela tem, a vida perfeita, como ela come só comidas saudáveis, como ela só vai em lugares legais e se relaciona com pessoas legais… não quero falar que o que as meninas que são blogueiras passam é pura mentira, mas sim que só mostram o lado legal da vida e o público de 13 á 18 anos que as segue acha que a vida é assim, que só serão felizes se tiverem o cabelo, a pele, o computador, o celular, a clínica de estética e tudo o mais que as blogueiras tem e aí que vem a tal da ditadura: “só serei feliz e completa se as coisas forem daquele jeito!”.

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É interessante enxergar que as consequências dessa cultura tem desencadeado duas vertentes:

1.Meus corpo, minhas regras

Essa vertente é bem impactante… são mulheres que querem mostrar que não se rendem a ditadura da beleza e então param de fazer uma série de cuidados que são mais higiênicos do que estéticos, como depilar as axilas por exemplo, para provar pra sociedade que são poderosas e mandam em seus corpos.

2.Tenho que ser perfeita

Aqui é a classificação para as “barbies” que querem ser magras, perfeitas e correm atrás dos resultados, custe o que custar. Navegando na internet encontrei o trabalho da artista equatoriana Jo Cabrezas, com o tema de Obsession With Beauty (Obsessão com a beleza). Na obra, bastante impactante, ela mistura fotografias em preto e branco – priorizando as sombras e os tons de cinza – e ilustrações para demonstrar essa obsessão:

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O ser humano tem uma tendencia muito forte de ser extremista, ou se preocupa demais com o corpo, ou o entrega as traças. Temos que ter equilíbrio nesse sentido, se não cairemos nos extremos e isso não é bom.

 

Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? – 1 Coríntios 6:19

 

Acho bem engraçado que quando se trata do assunto de tatuagem, todos declaram esse versículo condenando aqueles que tem tatuagem e etc, mas é aquela coisa, né?! Apontamos o cisco no olho do irmão, mas não vemos a trave que está diante de nós… quando não cuidamos do nosso corpo, principalmente no quesito saúde, também não estamos cuidando do templo do Espírito.

Minha experiência

Nasci bem magrinha e fui crescendo… quando completei 9 anos de idade disparei a engordar (as fotos daquela época eu estou parecendo o madimbu do desenho Dragon Ball) e a partir dali a zueira sempre era sobre eu ser gorda, meus irmãos me chamavam de pançuda (pensa na minha cabeça…rsrsrs).

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Quando entrei na pré-adolescência, com uns 12/13 anos, comecei a emagrecer, mas como a zueira dos meus irmãos sempre era com o meu peso, na minha cabeça eu era gorda ainda, até porque eu sempre fui mais alta e mais cheiinha do que as meninas “normais”. Cresci mais e ficava na sanfona do emagrece e engorda, mas sempre achando que era uma rolha de poço. Quando eu tinha mais ou menos 20 anos, fui olhar minhas fotos de adolescente e me deparei com a verdade e que eu estava presa em um engano… EU NÃO ERA GORDA! Gente, naquele dia eu quis matar os meus irmãos, mas pensei: bom, nada colaborou pra isso também, porque além deles ficarem me pilhando com o lance de ser gorda, eu, mesmo não sendo gorda baleia, não me encaixava nos padrões exigidos de altura e peso. Depois disso, fui seguindo a vida, sabendo da verdade, mas não ligava muito pra dietas, comer bem e etc… sempre comi muitas besteiras, mas o que me ajudava a não ficar roliça era a correria de 344 mil células, faculdade… na maioria dos dias eu nem jantava, mas eu ainda não era padrão em peso e altura. Quando eu pensava em me relacionar, eu nunca me via com um rapaz magro e muito menos baixo, porque isso não combinaria comigo, eu nem imaginava que meu esposo seria assim, e de fato, meu esposo é grande, não é magro e somos um casal que combina bastante. Bom, agora vem a parte triste, kkkkk, depois que me casei, passei a fazer comida e a jantar todos os dias, comer fora, comer muito mais besteiras do que o normal…então imagine o resultado disso?!?! Estou super gordinha, mas em 2017 uma das metas é de me alimentar melhor, mas não só por estética, mas o principal que é a saúde, afinal de contas não tenho mais 15 anos de idade e com o passar dos anos tenho sentido total diferença na minha vida.

Se até o Madimbu emagreceu, porque eu não?!!? rsrssrsrs

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Casamento de gordinha, acontece?!

Claro que acontece! Já vi um monte deles. Uma das coisas que sempre falamos aqui é que o homem de Deus para você tem que ser de fato um homem de Deus, então, ele não vai julga-la somente pela aparência – digo somente porque a aparência conta também – mas sim por um casamento com propósito. Isso não te isenta de ser uma pessoa saudável, cuidar da aparência, se preocupar sim com isso, inclusive fará você se sentir muito melhor.

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Você sofre ou já sofreu com essa crise de peso?! Compartilha com a gente, queremos saber da sua história também. 🙂

Grande abraço,

Carol Assinatura

Ana Carolina Ferreira

anacarolina@odiariodazoe.com.br

@anacarolina.dz

13 de dezembro de 2016 CorteModa CristãRelacionamentosTempo de solteiro (a)
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